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Traga o cérebro para o trabalho... mas o coração também!
No passado, as organizações competiam por clientes e participação no mercado. Hoje – e ainda mais no futuro – as organizações têm também de competir pelos melhores funcionários, aqueles que têm “a coisa certa”. Pesquisas mostram que a capacidade de encontrar, atrair, contratar, treinar e reter as melhores pessoas é o principal e mais confiável indicador de excelência organizacional. Esta é uma das questões mais prementes nas organizações hoje em dia.
Uma organização capaz de atrair as pessoas certas e inspirá-las a dar o melhor de si é competente não apenas em termos profissionais, mas também emocionais. Hoje a tendência é os funcionários escolherem a organização, não vice-versa. Isso significa que a organização precisa ser atraente para quem procura emprego e precisa ter a reputação de que se interessa pelo desenvolvimento de seus funcionários e que o bem-estar destes é prioritário.
É algo bastante simples e pode ser expresso basicamente numa sentença: se a organização colocar as pessoas em primeiro lugar, elas colocarão o cliente em primeiro lugar. Portanto, é preciso saber inspirar os funcionários e mobilizar a sua energia. Assim como um time de futebol em que todos – jogadores e treinador – sentem-se co-responsáveis pelo sucesso e progresso da equipe, o sucesso de uma organização depende igualmente de bons gerentes e bons funcionários – e ainda mais da cooperação entre eles. Aptidão e boa vontade são pré-requisitos para lutar e vencer juntos, para não falar numa mente aberta sobre comolevar isso a cabo. Na ausência de tais condições, algumas organizações já sucumbiram.
Quando há um esforço sincero e direcionado de todos, quando todos buscam a mesma meta, surge um tipo especial de compromisso pessoal. A TMI chama esse compromisso de “employeeship” (conceito descrito no meu livro Employeeship: Como Maximizar o Desempenho Pessoal e Organizacional). "Employeeship" diz respeito à inteligência emocional e pode ser caracterizado pela responsabilidade, lealdade, iniciativa, confiança e energia de todos. Pessoas dotadas de "employeeship" são competentes não apenas em termos profissionais, mas também emocionais e sociais. Estão dispostas a dar o melhor de si em tudo o que fazem. Elas trazem seu coração para o trabalho.
Trazer o coração significa sentir pelo nosso trabalho o mesmo que sentimos quando temos convidados em casa num sábado à noite. Preparamos tudo da melhor maneira possível para uma noite dessas com nossos familiares e amigos. Compramos flores, acendemos velas, preparamos pratos deliciosos, deixamos o vinho na temperatura ideal etc. Quando os convidados chegam, conseguimos fazer malabarismos incríveis, pegando seus casacos, oferecendo-lhes um drinque e refogando o molho ao mesmo tempo. Mesmo quando surgem situações inesperadas, um convidado que derrama um cálice de vinho tinto num legítimo tapete oriental… bem, até isso nós aceitamos com um sorriso.
Mas, para as pessoas trazerem seu coração para o trabalho é preciso que se orgulhem da organização para a qual trabalham e que a vejam como uma parte importante da sua vida – um local de trabalho que oferece oportunidades únicas de desenvolvimento e crescimento a cada um.
Melhor equilíbrio entre fatos e emoções:
Se quiserem obter melhores resultados, as organizações precisam focar mais as pessoas do que o dinheiro. Ou seja, devem colocar as pessoas em primeiro lugar. Precisam estabelecer um melhor equilíbrio entre capital financeiro e capital humano. O capital financeiro abrange o “mundo dos fatos”, os chamados valores "hard" de uma organização – imóveis, máquinas, ações, estoque etc. O capital humano encontra-se no “mundo das emoções” e abrange os valores "soft" – tudo que diz respeito às pessoas: sua dedicação, educação, criatividade, energia e flexibilidade. O capital humano também abrange a fidelidade dos clientes e a imagem da organização. Para aumentar o capital financeiro é preciso aumentar o capital humano – daí a importância de as organizações introduzirem o princípio de “o funcionário em primeiro lugar” em substituição a “o cliente em primeiro lugar”. As empresas têm de compreender que quando colocam os funcionários em primeiro lugar, estes colocarão também os clientes em primeiro lugar.
Assim como a organização se beneficia tendo funcionários capazes e dedicados, os funcionários também sairão ganhando sendo dedicados ao seu trabalho. É uma situação em que todos saem ganhando e ninguém sai perdendo, que promove a inteligência emocional da organização inteira e aumenta consideravelmente o seu giro e o faturamento.
A inteligência emocional pode ser desenvolvida:
Na escola aprendemos as habilidades necessárias no mundo dos fatos. Mas não aprendemos a lidar com os desafios que enfrentamos no mundo dos fatos. O sistema escolar ainda está voltado para a inteligência “cognitiva”, baseada no raciocínio, na memória e no conhecimento, e visa desenvolver aptidões que são medidas pelo QI (quociente de inteligência).
Pesquisas mostram que sair-se bem na escola não significa forçosamente aprender a lidar com as exigências e desafios enfrentados na vida. Igualmente necessário é desenvolver certas competências relacionadas à inteligência emocional, conhecida como IE, que é medida pelo QE (quociente emocional).
O nível de inteligência emocional não é determinado geneticamente, nem se desenvolve apenas na infância. Ao contrário do tipo cognitivo de inteligência, que não aumenta muito após a adolescência, tudo indica que podemos aprender e desenvolver a inteligência emocional durante a vida inteira.
Até recentemente, o QE não era levado em conta para avaliar as habilidades e competências de alguém. No entanto, parece que pessoas com um QE elevado saem-se bem na vida, são capazes de lidar com os problemas no mundo das emoções, têm respeito próprio, conseguem motivar a si mesmas e inspirar os outros, e tendem a exibir "employeeship".
A inteligência emocional torna os indivíduos e as organizações mais aptos a lidar com emoções (como raiva, pessimismo e inveja), a minimizar conflitos, a transformar oponentes em aliados e a resolver problemas por meio de empatia e da compreensão das emoções alheias – aumentando a motivação e propiciando melhores resultados.
Claus Möller é o fundador e presidente da TMI - Time Manager International A/S. É aclamado palestrante internacional, consultor e autor de diversos livros. Artigo publicado pela primeira vez na revista eletrônica dinamarquesa "Life Management".
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Traga o cérebro para o trabalho... mas o coração também!
No passado, as organizações competiam por clientes e participação no mercado. Hoje – e ainda mais no futuro – as organizações têm também de competir pelos melhores funcionários, aqueles que têm “a coisa certa”. Pesquisas mostram que a capacidade de encontrar, atrair, contratar, treinar e reter as melhores pessoas é o principal e mais confiável indicador de excelência organizacional. Esta é uma das questões mais prementes nas organizações hoje em dia.
Uma organização capaz de atrair as pessoas certas e inspirá-las a dar o melhor de si é competente não apenas em termos profissionais, mas também emocionais. Hoje a tendência é os funcionários escolherem a organização, não vice-versa. Isso significa que a organização precisa ser atraente para quem procura emprego e precisa ter a reputação de que se interessa pelo desenvolvimento de seus funcionários e que o bem-estar destes é prioritário.
É algo bastante simples e pode ser expresso basicamente numa sentença: se a organização colocar as pessoas em primeiro lugar, elas colocarão o cliente em primeiro lugar. Portanto, é preciso saber inspirar os funcionários e mobilizar a sua energia. Assim como um time de futebol em que todos – jogadores e treinador – sentem-se co-responsáveis pelo sucesso e progresso da equipe, o sucesso de uma organização depende igualmente de bons gerentes e bons funcionários – e ainda mais da cooperação entre eles. Aptidão e boa vontade são pré-requisitos para lutar e vencer juntos, para não falar numa mente aberta sobre comolevar isso a cabo. Na ausência de tais condições, algumas organizações já sucumbiram.
Quando há um esforço sincero e direcionado de todos, quando todos buscam a mesma meta, surge um tipo especial de compromisso pessoal. A TMI chama esse compromisso de “employeeship” (conceito descrito no meu livro Employeeship: Como Maximizar o Desempenho Pessoal e Organizacional). "Employeeship" diz respeito à inteligência emocional e pode ser caracterizado pela responsabilidade, lealdade, iniciativa, confiança e energia de todos. Pessoas dotadas de "employeeship" são competentes não apenas em termos profissionais, mas também emocionais e sociais. Estão dispostas a dar o melhor de si em tudo o que fazem. Elas trazem seu coração para o trabalho.
Trazer o coração significa sentir pelo nosso trabalho o mesmo que sentimos quando temos convidados em casa num sábado à noite. Preparamos tudo da melhor maneira possível para uma noite dessas com nossos familiares e amigos. Compramos flores, acendemos velas, preparamos pratos deliciosos, deixamos o vinho na temperatura ideal etc. Quando os convidados chegam, conseguimos fazer malabarismos incríveis, pegando seus casacos, oferecendo-lhes um drinque e refogando o molho ao mesmo tempo. Mesmo quando surgem situações inesperadas, um convidado que derrama um cálice de vinho tinto num legítimo tapete oriental… bem, até isso nós aceitamos com um sorriso.
Mas, para as pessoas trazerem seu coração para o trabalho é preciso que se orgulhem da organização para a qual trabalham e que a vejam como uma parte importante da sua vida – um local de trabalho que oferece oportunidades únicas de desenvolvimento e crescimento a cada um.
Melhor equilíbrio entre fatos e emoções:
Se quiserem obter melhores resultados, as organizações precisam focar mais as pessoas do que o dinheiro. Ou seja, devem colocar as pessoas em primeiro lugar. Precisam estabelecer um melhor equilíbrio entre capital financeiro e capital humano. O capital financeiro abrange o “mundo dos fatos”, os chamados valores "hard" de uma organização – imóveis, máquinas, ações, estoque etc. O capital humano encontra-se no “mundo das emoções” e abrange os valores "soft" – tudo que diz respeito às pessoas: sua dedicação, educação, criatividade, energia e flexibilidade. O capital humano também abrange a fidelidade dos clientes e a imagem da organização. Para aumentar o capital financeiro é preciso aumentar o capital humano – daí a importância de as organizações introduzirem o princípio de “o funcionário em primeiro lugar” em substituição a “o cliente em primeiro lugar”. As empresas têm de compreender que quando colocam os funcionários em primeiro lugar, estes colocarão também os clientes em primeiro lugar.
Assim como a organização se beneficia tendo funcionários capazes e dedicados, os funcionários também sairão ganhando sendo dedicados ao seu trabalho. É uma situação em que todos saem ganhando e ninguém sai perdendo, que promove a inteligência emocional da organização inteira e aumenta consideravelmente o seu giro e o faturamento.
A inteligência emocional pode ser desenvolvida:
Na escola aprendemos as habilidades necessárias no mundo dos fatos. Mas não aprendemos a lidar com os desafios que enfrentamos no mundo dos fatos. O sistema escolar ainda está voltado para a inteligência “cognitiva”, baseada no raciocínio, na memória e no conhecimento, e visa desenvolver aptidões que são medidas pelo QI (quociente de inteligência).
Pesquisas mostram que sair-se bem na escola não significa forçosamente aprender a lidar com as exigências e desafios enfrentados na vida. Igualmente necessário é desenvolver certas competências relacionadas à inteligência emocional, conhecida como IE, que é medida pelo QE (quociente emocional).
O nível de inteligência emocional não é determinado geneticamente, nem se desenvolve apenas na infância. Ao contrário do tipo cognitivo de inteligência, que não aumenta muito após a adolescência, tudo indica que podemos aprender e desenvolver a inteligência emocional durante a vida inteira.
Até recentemente, o QE não era levado em conta para avaliar as habilidades e competências de alguém. No entanto, parece que pessoas com um QE elevado saem-se bem na vida, são capazes de lidar com os problemas no mundo das emoções, têm respeito próprio, conseguem motivar a si mesmas e inspirar os outros, e tendem a exibir "employeeship".
A inteligência emocional torna os indivíduos e as organizações mais aptos a lidar com emoções (como raiva, pessimismo e inveja), a minimizar conflitos, a transformar oponentes em aliados e a resolver problemas por meio de empatia e da compreensão das emoções alheias – aumentando a motivação e propiciando melhores resultados.
Claus Möller é o fundador e presidente da TMI - Time Manager International A/S. É aclamado palestrante internacional, consultor e autor de diversos livros. Artigo publicado pela primeira vez na revista eletrônica dinamarquesa "Life Management".
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