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Fique atento: é momento de superar-se!
No Brasil temos 14,4 milhões de pessoas que de alguma forma estão envolvidas em atividades empreendedoras. Somos o país com maior número de mulheres empreendedoras: enquanto a média mundial de participação feminina é de 39,9%, a nossa é de 42%. É o que aponta a pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que também relata que o Brasil tem 5% do total de 286 milhões de empreendedores ativos entre os 37 países participantes da pesquisa de atividade empreendedora.
Creio que são bons números, mas esse mesmo estudo oferece uma informação que gostaria de destacar, que é o índice de queda no empreendedorismo brasileiro. De 2000 para 2002, passamos do 1º lugar no ranking mundial do TAE (Total da Atividade Empreendedora) para o 7º lugar.
Se levarmos em consideração outro dado da pesquisa segundo o qual o fator condicionante do empreendedorismo no Brasil é 55,6% gerado pela necessidade e 42% pela identificação de oportunidades, poderíamos concluir que a necessidade aumentaria o número de novos empreendimentos e, conseqüentemente, de novos empregos, e isto não levaria nosso país a ter uma queda na sua atividade empreendedora.
Concluo que, diante da quantidade elevada de gastos com impostos e tributos que as micro e pequenas empresas têm diante de si, não é surpresa observar esse movimento inverso. Só para se ter uma idéia, dois em cada três empreendedores, em São Paulo, estão na informalidade.
Estes dados que destaco merecem atenção, uma grande reflexão e espero que nos despertem para a necessidade de superação de dificuldades. Como, por exemplo, vencer a falta de incentivos fiscais e de condições para o pequeno e médio empresário, e ainda a busca de investimentos maciços na educação empreendedora.
Recentemente, realizei uma palestra em Caxias do Sul e constatei que a cidade respira empreendedorismo. Seus habitantes, mais do que dispostos a conquistar novos negócios, estão abertos para novos mercados e oferecer uma grande diversidade de produtos e serviços. Resultado: a cidade tem alguns dos maiores pólos industriais do País.
Também me impressionou o grande interesse e desejo por informação, por novas idéias, novas metodologias e por qualificação profissional da população, que busca nas oportunidades existentes na região a chance de montar seus próprios negócios. Não é à toa que as micro e pequenas empresas predominam em Caxias do Sul.
Dica
A quantas anda a atividade empreendedora da sua região? É necessário investir mais nisso? O que você e as pessoas que você conhece podem fazer?
Você, empreendedor, pode reverter as estatísticas. Inspirando-se em um grande exemplo de empreendedorismo como o de Caxias do Sul, o que a sua região pode oferecer? Que forças a sua comunidade pode unir para prosperar? Analise o perfil da sua região e as necessidades que ela apresenta. Você poderá encontrar muitas oportunidades onde quase ninguém presta atenção.
Outra boa dica é o associativismo, o cooperativismo, fazer parte de grupos e clubes de empreendedores. Assim como consultar revistas e sites internacionais sobre empreendedorismo. Você encontrará informações fantásticas e perceberá que muitas das dificuldades que encontramos no Brasil também são encontradas em países como a Espanha, por exemplo, e que essas informações serão valiosas para trocar idéias e encontrar novos horizontes.
Leila Navarro é conferencista internacional, especialista comportamental e autora de Supervocê, Obrigado, equipe, Talento para ser feliz (Editora Gente). |
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Fique atento: é momento de superar-se!
No Brasil temos 14,4 milhões de pessoas que de alguma forma estão envolvidas em atividades empreendedoras. Somos o país com maior número de mulheres empreendedoras: enquanto a média mundial de participação feminina é de 39,9%, a nossa é de 42%. É o que aponta a pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que também relata que o Brasil tem 5% do total de 286 milhões de empreendedores ativos entre os 37 países participantes da pesquisa de atividade empreendedora.
Creio que são bons números, mas esse mesmo estudo oferece uma informação que gostaria de destacar, que é o índice de queda no empreendedorismo brasileiro. De 2000 para 2002, passamos do 1º lugar no ranking mundial do TAE (Total da Atividade Empreendedora) para o 7º lugar.
Se levarmos em consideração outro dado da pesquisa segundo o qual o fator condicionante do empreendedorismo no Brasil é 55,6% gerado pela necessidade e 42% pela identificação de oportunidades, poderíamos concluir que a necessidade aumentaria o número de novos empreendimentos e, conseqüentemente, de novos empregos, e isto não levaria nosso país a ter uma queda na sua atividade empreendedora.
Concluo que, diante da quantidade elevada de gastos com impostos e tributos que as micro e pequenas empresas têm diante de si, não é surpresa observar esse movimento inverso. Só para se ter uma idéia, dois em cada três empreendedores, em São Paulo, estão na informalidade.
Estes dados que destaco merecem atenção, uma grande reflexão e espero que nos despertem para a necessidade de superação de dificuldades. Como, por exemplo, vencer a falta de incentivos fiscais e de condições para o pequeno e médio empresário, e ainda a busca de investimentos maciços na educação empreendedora.
Recentemente, realizei uma palestra em Caxias do Sul e constatei que a cidade respira empreendedorismo. Seus habitantes, mais do que dispostos a conquistar novos negócios, estão abertos para novos mercados e oferecer uma grande diversidade de produtos e serviços. Resultado: a cidade tem alguns dos maiores pólos industriais do País.
Também me impressionou o grande interesse e desejo por informação, por novas idéias, novas metodologias e por qualificação profissional da população, que busca nas oportunidades existentes na região a chance de montar seus próprios negócios. Não é à toa que as micro e pequenas empresas predominam em Caxias do Sul.
Dica
A quantas anda a atividade empreendedora da sua região? É necessário investir mais nisso? O que você e as pessoas que você conhece podem fazer?
Você, empreendedor, pode reverter as estatísticas. Inspirando-se em um grande exemplo de empreendedorismo como o de Caxias do Sul, o que a sua região pode oferecer? Que forças a sua comunidade pode unir para prosperar? Analise o perfil da sua região e as necessidades que ela apresenta. Você poderá encontrar muitas oportunidades onde quase ninguém presta atenção.
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