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A bola (de cristal) da vez
As empresas se deparam hoje com dois grandes desafios: aumentar as vendas e otimizar seus processos. Os gurus do planejamento estratégico e do relacionamento com o cliente sugerem que a criatividade e a inovação sejam as soluções para um mercado altamente competitivo, onde as mudanças de produtos e serviços acontecem de uma forma extremamente veloz. Seguindo seus ensinamentos, as áreas de marketing e planejamento estão começando a utilizar uma nova ferramenta tecnológica: o geomarketing ou marketing geográfico.
O geomarketing é hoje uma peça fundamental para a tomada de decisão. Com a utilização de um sistema baseado em mapas digitais, softwares GIS (Geographic Information System) e bases de dados diversas, as informações são distribuidas graficamente, podendo-se, por exemplo, analisar as tendências de mercado, monitorar a concorrência, visualizar oportunidades e lançar campanhas de marketing. Imaginem o caso da área de marketing da Fiat, que tinha a missão (quase impossível) de analisar relatórios gerados pelo banco de dados da corporação com cerca de 28 milhões de veículos vendidos, 5561 municípios, 150 pontos de atendimento e 300 concessionárias. Com a implantação de um projeto de inteligência competitiva utilizando o geomarketing, as pilhas de relatórios foram substituidas por consultas via Web em tempo real. O resultado não poderia ter sido melhor: aumento da eficiência e da rapidez das análises!
Essa tecnologia é uma verdadeira bola de cristal que, se não adivinha 100% o futuro, ao menos minimiza os erros e a subjetividade da decisão por parte dos usuários. Aliás, há tempos que o GIS deixou de ser uma ferramenta de uso exclusivo de especialistas em cartografia. Sua aplicabilidade, entre dezenas de opções, vai do tradicional sistema de auxílio à administração pública até o gerenciamento de redes de distribuição de empresas de utilities e telecom, estatísticas em tempo real para a área de segurança pública e planos de contingência para indústrias de petróleo.
No entanto é preciso que se tome alguns cuidados básicos para que um sistema GIS seja aplicado com sucesso e que possa gerar resultados. No caso específico do geomarketing, o primeiro passo é definir quais as variáveis críticas que influenciam o negócio. Não adianta possuir uma grande quantidade de informações mas sim saber quais os dados realmente importantes para a análise. Além disso, deve estar bem claro o conceito de área de influência, ou seja, quais são as atividades ou pólos geradores de tráfego em determinadas regiões.
O grande problema é que uma decisão incorreta de localização promove uma série de erros em cascata no velho conceito do mix de marketing. Ou seja, os 4 Ps - ponto, preço, produto e promoção - estão profundamente relacionados e dependem um do outro. Se uma empresa é aberta no lugar errado (leia-se ponto errado), todos os outros itens (preço, produto e promoção) também terão que ser revistos.
O geomarketing é um novo conceito para auxílio no processo de tomada de decisão que veio para ficar. Cabe aos departamentos de marketing, amparados pelas áreas de TI, entender as diferenças entre as ferramentas e escolher as mais eficientes para atender os desafios a serem enfrentados, levando em consideração fatores importantes como relação custo-benefício, retorno sobre o investimento, facilidade de uso, escalabilidade e integração com os sistemas existentes. Afinal, a melhor parceria tecnológica é aquela de longo prazo e seu sucesso só é possível com soluções que gerem resultados e respeitem os investimentos já realizados.
Fernando Schmiegelow é diretor de marketing da Sisgraph/Intergraph Latin América. Possui experiência em marketing, vendas e planejamento estratégico em empresas como General Electric, Shell e MWM. |
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A bola (de cristal) da vez
As empresas se deparam hoje com dois grandes desafios: aumentar as vendas e otimizar seus processos. Os gurus do planejamento estratégico e do relacionamento com o cliente sugerem que a criatividade e a inovação sejam as soluções para um mercado altamente competitivo, onde as mudanças de produtos e serviços acontecem de uma forma extremamente veloz. Seguindo seus ensinamentos, as áreas de marketing e planejamento estão começando a utilizar uma nova ferramenta tecnológica: o geomarketing ou marketing geográfico.
O geomarketing é hoje uma peça fundamental para a tomada de decisão. Com a utilização de um sistema baseado em mapas digitais, softwares GIS (Geographic Information System) e bases de dados diversas, as informações são distribuidas graficamente, podendo-se, por exemplo, analisar as tendências de mercado, monitorar a concorrência, visualizar oportunidades e lançar campanhas de marketing. Imaginem o caso da área de marketing da Fiat, que tinha a missão (quase impossível) de analisar relatórios gerados pelo banco de dados da corporação com cerca de 28 milhões de veículos vendidos, 5561 municípios, 150 pontos de atendimento e 300 concessionárias. Com a implantação de um projeto de inteligência competitiva utilizando o geomarketing, as pilhas de relatórios foram substituidas por consultas via Web em tempo real. O resultado não poderia ter sido melhor: aumento da eficiência e da rapidez das análises!
Essa tecnologia é uma verdadeira bola de cristal que, se não adivinha 100% o futuro, ao menos minimiza os erros e a subjetividade da decisão por parte dos usuários. Aliás, há tempos que o GIS deixou de ser uma ferramenta de uso exclusivo de especialistas em cartografia. Sua aplicabilidade, entre dezenas de opções, vai do tradicional sistema de auxílio à administração pública até o gerenciamento de redes de distribuição de empresas de utilities e telecom, estatísticas em tempo real para a área de segurança pública e planos de contingência para indústrias de petróleo.
No entanto é preciso que se tome alguns cuidados básicos para que um sistema GIS seja aplicado com sucesso e que possa gerar resultados. No caso específico do geomarketing, o primeiro passo é definir quais as variáveis críticas que influenciam o negócio. Não adianta possuir uma grande quantidade de informações mas sim saber quais os dados realmente importantes para a análise. Além disso, deve estar bem claro o conceito de área de influência, ou seja, quais são as atividades ou pólos geradores de tráfego em determinadas regiões.
O grande problema é que uma decisão incorreta de localização promove uma série de erros em cascata no velho conceito do mix de marketing. Ou seja, os 4 Ps - ponto, preço, produto e promoção - estão profundamente relacionados e dependem um do outro. Se uma empresa é aberta no lugar errado (leia-se ponto errado), todos os outros itens (preço, produto e promoção) também terão que ser revistos.
O geomarketing é um novo conceito para auxílio no processo de tomada de decisão que veio para ficar. Cabe aos departamentos de marketing, amparados pelas áreas de TI, entender as diferenças entre as ferramentas e escolher as mais eficientes para atender os desafios a serem enfrentados, levando em consideração fatores importantes como relação custo-benefício, retorno sobre o investimento, facilidade de uso, escalabilidade e integração com os sistemas existentes. Afinal, a melhor parceria tecnológica é aquela de longo prazo e seu sucesso só é possível com soluções que gerem resultados e respeitem os investimentos já realizados.
Fernando Schmiegelow é diretor de marketing da Sisgraph/Intergraph Latin América. Possui experiência em marketing, vendas e planejamento estratégico em empresas como General Electric, Shell e MWM. |
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