Qual o seu Capital Intelectual ?

Qual é o seu capital intelectual? Qual a riqueza intangível que você já conseguiu amealhar? Em que lugar do seu corpo ela está investida? Qual o retorno que você espera desse investimento? Como criar valor com o seu capital? Como tornar seu investimento mais precioso em uma época de oportunidades e desafios?

Lembro-se perfeitamente de uma grande empresa de consultoria americana que publicou um anúncio em revistas do mundo todo mostrando a figura de um altivo guerreiro medieval paramentado de elmo e armadura de ferro e portando uma enorme espada na mão direita. Estava todo empertigado e vaidoso sentado em um cavalo branco também protegido por abas de metal. Embaixo o anúncio perguntava: são essas as armas que você usa para vencer os concorrentes? Séculos atrás, o figurino estaria perfeitamente correto. Hoje, a figura é entendida como piada. Em uma era em que as mudanças são rápidas e intensas, cavalo, armadura de ferro e espada não são mais ferramentas de trabalho ou armas para vencer folgadamente o concorrente. O mundo de hoje é totalmente diferente e exige soluções diferentes para o sucesso profissional.

A corrida para o sucesso profissional não pode mais depender de um velho Fusca, mesmo que ele tenha recebido um turbo adicional no motor. Em um rali como este, o sucesso depende de máquinas mais possantes, tecnologia de ponta e muita competência. Você não pode mais enfrentar concorrentes com uma velha máquina de escrever, quando eles possuem computadores avançados de última geração. Com essas comparações queremos apenas mostrar que o sucesso depende de armas e ferramentas. E elas não devem estar apenas nas suas mãos ou músculos, mas principalmente na sua cabeça. Você precisa ser um estrategista e não um mero executor. Essa é a diferença.

E como ser um estrategista? O estrategista lida basicamente com conceitos (como missão, visão, lucratividade), com realidades abstratas (como mercado, participação na indústria, concorrência), com situações ambíguas e indefinidas (concorrência, competitividade, conjuntura), com pretensões futuras (resultados a alcançar, objetivos e metas) e coisas assim. O estrategista vê coisas que os outros não conseguem ver (oportunidades, ameaças, contingências). Pensa coisas que outros não conseguem pensar (como transformar oportunidades em resultados, como neutralizar ou evitar ameaças, como antever contingências). Faz coisas que outros não conseguem fazer (liderança, coaching, comunicação, motivação). Produz coisas que os outros não conseguem produzir (mudança, criatividade, inovação). Chega mais depressa através de outros caminhos diferentes dos roteiros tradicionais. Não estamos falando de um herói ou de um super-homem. Mas daquele tipo de gente que as empresas bem-sucedidas estão procurando desesperadamente no mercado.

Estamos falando de talento humano. O seu valor no mercado vai depender diretamente do investimento que você está realizando no seu capital intelectual. Ele é o seu patrimônio, sua riqueza que ninguém pode roubar ou furtar. E esse patrimônio intelectual e intangível - ao contrário do patrimônio financeiro ou imobiliário - vale tanto mais, quanto você o divulgar, repartir e disseminar entre as pessoas que trabalham consigo.



Idalberto Chiavenato é coordenador do Instituto Chiavenato, autor de prestigiados livros em Administração e Recursos Humanos.


Qual o seu Capital Intelectual ?

Qual é o seu capital intelectual? Qual a riqueza intangível que você já conseguiu amealhar? Em que lugar do seu corpo ela está investida? Qual o retorno que você espera desse investimento? Como criar valor com o seu capital? Como tornar seu investimento mais precioso em uma época de oportunidades e desafios?

Lembro-se perfeitamente de uma grande empresa de consultoria americana que publicou um anúncio em revistas do mundo todo mostrando a figura de um altivo guerreiro medieval paramentado de elmo e armadura de ferro e portando uma enorme espada na mão direita. Estava todo empertigado e vaidoso sentado em um cavalo branco também protegido por abas de metal. Embaixo o anúncio perguntava: são essas as armas que você usa para vencer os concorrentes? Séculos atrás, o figurino estaria perfeitamente correto. Hoje, a figura é entendida como piada. Em uma era em que as mudanças são rápidas e intensas, cavalo, armadura de ferro e espada não são mais ferramentas de trabalho ou armas para vencer folgadamente o concorrente. O mundo de hoje é totalmente diferente e exige soluções diferentes para o sucesso profissional.

A corrida para o sucesso profissional não pode mais depender de um velho Fusca, mesmo que ele tenha recebido um turbo adicional no motor. Em um rali como este, o sucesso depende de máquinas mais possantes, tecnologia de ponta e muita competência. Você não pode mais enfrentar concorrentes com uma velha máquina de escrever, quando eles possuem computadores avançados de última geração. Com essas comparações queremos apenas mostrar que o sucesso depende de armas e ferramentas. E elas não devem estar apenas nas suas mãos ou músculos, mas principalmente na sua cabeça. Você precisa ser um estrategista e não um mero executor. Essa é a diferença.

E como ser um estrategista? O estrategista lida basicamente com conceitos (como missão, visão, lucratividade), com realidades abstratas (como mercado, participação na indústria, concorrência), com situações ambíguas e indefinidas (concorrência, competitividade, conjuntura), com pretensões futuras (resultados a alcançar, objetivos e metas) e coisas assim. O estrategista vê coisas que os outros não conseguem ver (oportunidades, ameaças, contingências). Pensa coisas que outros não conseguem pensar (como transformar oportunidades em resultados, como neutralizar ou evitar ameaças, como antever contingências). Faz coisas que outros não conseguem fazer (liderança, coaching, comunicação, motivação). Produz coisas que os outros não conseguem produzir (mudança, criatividade, inovação). Chega mais depressa através de outros caminhos diferentes dos roteiros tradicionais. Não estamos falando de um herói ou de um super-homem. Mas daquele tipo de gente que as empresas bem-sucedidas estão procurando desesperadamente no mercado.

Estamos falando de talento humano. O seu valor no mercado vai depender diretamente do investimento que você está realizando no seu capital intelectual. Ele é o seu patrimônio, sua riqueza que ninguém pode roubar ou furtar. E esse patrimônio intelectual e intangível - ao contrário do patrimônio financeiro ou imobiliário - vale tanto mais, quanto você o divulgar, repartir e disseminar entre as pessoas que trabalham consigo.



Idalberto Chiavenato é coordenador do Instituto Chiavenato, autor de prestigiados livros em Administração e Recursos Humanos.
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