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Um pouco de intuição e um pouco de técnica
Desnecessário comentar a mudança do ambiente empresarial dos mais recentes anos. Sentimos na pele, empreendedores ou não.
Em consultoria, ouço muito “hoje é mais difícil”, “há alguns anos atrás era mais fácil” e outras manifestações que me dão a impressão de que há uma certa esperança de que os “bons tempos” voltarão. Pura ilusão.
Os “bons tempos” não voltam mais. A tendência é justamente contrária: a competição ficará cada vez mais acirrada. Teremos mais empresas disputando um mercado cada vez mais exigente e com constantes mudanças de posição entre as preferências do consumidor, que, aliás, tende a ser cada vez menos “fiel”.
Como preparar-nos então para tempos mais e mais complexos? Uma das ferramentas mais eficazes e ao mesmo tempo menos utilizada pelo empresário de micro, pequenas e médias empresas é o planejamento. Embora o número de empresários que se vale do planejamento como ferramenta de trabalho esteja aumentando, sua utilização ainda é muito aquém do que seria razoável.
Em minha opinião, um dos pontos que dificulta a utilização do planejamento por parte destes empresários é o fato de suas empresas e carreiras terem sido baseadas na intuição e no empirismo aliado à idéia de que o planejamento é incompatível com estes dois fatores. Existe uma visão de que ou “administro minha empresa com intuição e experiência, e foi assim que cheguei onde estou”, ou administro com planejamento.
Esta premissa não é verdadeira: o que o planejamento permite é uma fundamentação de decisões baseadas em informações ordenadas segundo um fluxo lógico, e sua utilização em conjunto com a intuição é perfeitamente compatível. A intenção é que os empresários continuem a utilizar sua intuição e sua experiência para administrar seus negócios, mas o façam utilizando também o planejamento. Que tomem decisões baseados em sua intuição, mas não somente com base nela, e sim fundamentados também na técnica.
Um pouco de intuição e um pouco de técnica. Isso permite decisões mais embasadas e conseqüentemente, mais seguras.
O planejamento não é um atestado de infalibilidade, mas torna mais provável a realização de um futuro desejado.Pode-se antever situações de crise e planejar maneiras de contorná-las. Permite que deixemos de ser bombeiros, correndo de um lado a outro apagando focos de incêndio para sermos dirigentes, ou seja, aqueles que dão direção, orientação, que conduzem suas empresas rumo aos objetivos definidos.
E você, como está dirigindo sua empresa?
Rodrigo Leiria Schneider é economista, com especialização em Finanças e Gestão Empresarial e consultor de empresas nas áreas de planejamento e finanças. |
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Um pouco de intuição e um pouco de técnica
Desnecessário comentar a mudança do ambiente empresarial dos mais recentes anos. Sentimos na pele, empreendedores ou não.
Em consultoria, ouço muito “hoje é mais difícil”, “há alguns anos atrás era mais fácil” e outras manifestações que me dão a impressão de que há uma certa esperança de que os “bons tempos” voltarão. Pura ilusão.
Os “bons tempos” não voltam mais. A tendência é justamente contrária: a competição ficará cada vez mais acirrada. Teremos mais empresas disputando um mercado cada vez mais exigente e com constantes mudanças de posição entre as preferências do consumidor, que, aliás, tende a ser cada vez menos “fiel”.
Como preparar-nos então para tempos mais e mais complexos? Uma das ferramentas mais eficazes e ao mesmo tempo menos utilizada pelo empresário de micro, pequenas e médias empresas é o planejamento. Embora o número de empresários que se vale do planejamento como ferramenta de trabalho esteja aumentando, sua utilização ainda é muito aquém do que seria razoável.
Em minha opinião, um dos pontos que dificulta a utilização do planejamento por parte destes empresários é o fato de suas empresas e carreiras terem sido baseadas na intuição e no empirismo aliado à idéia de que o planejamento é incompatível com estes dois fatores. Existe uma visão de que ou “administro minha empresa com intuição e experiência, e foi assim que cheguei onde estou”, ou administro com planejamento.
Esta premissa não é verdadeira: o que o planejamento permite é uma fundamentação de decisões baseadas em informações ordenadas segundo um fluxo lógico, e sua utilização em conjunto com a intuição é perfeitamente compatível. A intenção é que os empresários continuem a utilizar sua intuição e sua experiência para administrar seus negócios, mas o façam utilizando também o planejamento. Que tomem decisões baseados em sua intuição, mas não somente com base nela, e sim fundamentados também na técnica.
Um pouco de intuição e um pouco de técnica. Isso permite decisões mais embasadas e conseqüentemente, mais seguras.
O planejamento não é um atestado de infalibilidade, mas torna mais provável a realização de um futuro desejado.Pode-se antever situações de crise e planejar maneiras de contorná-las. Permite que deixemos de ser bombeiros, correndo de um lado a outro apagando focos de incêndio para sermos dirigentes, ou seja, aqueles que dão direção, orientação, que conduzem suas empresas rumo aos objetivos definidos.
E você, como está dirigindo sua empresa?
Rodrigo Leiria Schneider é economista, com especialização em Finanças e Gestão Empresarial e consultor de empresas nas áreas de planejamento e finanças. |
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